81 Manobra proibida
Vamos jogar as bolas, e fazer um zoom no
"role play"
A interpretação aqui é real, equivalente à um
stend-up comedy
Onde o Arlequim agora é o próprio escritor,
editor, artista, promotor e produtor, e técnico
Os dados são premeditados, a jogada desta
dentro do oráculo com dados de 20 facetas
Esta é a bola extra, onde as possibilidades
são múltiplas e a sorte esta lançada
Zoom no "stand-up", o momento que
faz a direção e a vontade que rege a sorte
O circo pega fogo, a aposta é em você mesmo,
você sabe onde quer chegar
Não permita dar "TILT" na máquina e
antes que o jogo vá pra próxima rodada anteveja
Saiba o que há por baixo do tapete, e suponha
os bastidores deste "talk show"
Esbraveje em silêncio, e incline a máquina
para o lado numa manobra proibida
Pois aqui vale a malandragem e um jogo de
cintura
Na terra do holocausto, massa de manobra em
andamento, este é o chamado "mundo novo"
A hora que a porca torce o rabo, espatife o
porquinho e pegue as moedas, mas uma jogada de Fliperama
No role play a sorte é se soltar das massas,
e as cartas são 3 Arlequins na mãos sem compromissos políticos
Sem dívidas com o Rei mas com a liberdade de
abordar patifes e parlapatões num jogo de controle social
Solte sua ginga e salve Zumbi, correntes
derretidas num mundo de política, status e poder. O que quer?
Mais uma jogada a força resguarda a gentileza
e a maestria resguarda a obra, vêm comigo e faça sua parte
Proteção política para mais uma crítica e os
selvagens são os que mais sabem, mais uma carta
Lembre-se do futuro e preveja o passado
Stend-up pelo esquerdo pelo direito virou a máquina, manipulou o destino
Toda sorte de artimanhas e punga num
estrategema que visa ser, conhecer, entender e compreender
Para então atuar, manipular, alterar e
transformar... Aí esta o Zoom, um ótimo recurso
82 Abraxas
Eu perpasso num insight profético a esmeralda
e a bandeja de prata onde vê-se o propósito
Intencionando ir para ver e voltar para
contar não se entrega de bandeja o que se vê na água
A visão é então conquistada aos poucos com
vontade e método
Vê-se então o código e a poesia imersa no
código, como ondulações na água
A escuridão de uma visão afastada pode ver
mais do que se revela na última notícia, pois o que se quer é a primeira
notícia
Por quê? Porque nos tempos antigos é assim
que se faz, e é assim que lembramos de fazer
Absorto numa escuridão de perímetro
controlado a mente vasculha, o guerreiro vai à caça
Patrulhando vestígios do ponto crucial do
encontro momentâneo
Pela sombra se procede a troca onde flashes
de informação transpassam num segundo
Valendo pelo tamanho da preocupação na
simples ação do corpo com a mente
Valendo pelo propósito de uma missão, a
jornada de tua vida
Compreensão entendimento sensação e
sentimento
Sem tralhas pra caminhar nas trilhas abre
caminho a Teixeira e vê-se no mar piratas
Práticas proibidas pretenções concebidas
A gargalha em prantos e gralhas grafitando
verdades abolutas ou lê ou se esconda
Grato à você no momento oportuno e vendo o
prato cheio de verdade na prática Abraxas
Porque a teoria valeu cada suor e a prática
pode ser o pior para quem não sabe o que é o melhor
Ripando na madeira e raspando no concreto uma
manobra sonhada e estilizada
Porque você foi em frente e percebeu que o
templo já foi construído
Você é seu próprio promotor, na vanguarda de
um mundo, em tempos de fazer o inconcebível
A farsa forjada por três, um triângulo
formado por seis, e uma estrela formada por cinco, vá em frente continue
A frente aqui é de combate o frete aqui é um
trabalho científico sem comprovação e uma mão no ombro com aprovação
Olhos no perseguem, não para ver mas
para pressentir o próximo movimento, você se ergue
A manobra onde as mãos se sujam para que
se limpe a alma
Palavra aguça a vontade e a rua te fala o que
você já desconfiava!
A parte prática é só observar refletir e
constatar, a parte teórica é ir e fazer
Sem inverter a questão apenas subverter a convenção
83 Jogo prodigio
Mundos mudados, numa era de você mesmo num
tempo de mente ao sabor de menta
Prolifera otimismo à custo de sacrifício, as
oferendas nos altares à troco de banana ao sabor de mel e cravo
As rosas são para destacar tua beleza o
exaltação do único dia que passou ao prazer de ser você hoje
Hoje e nada mais, ao viver que se percebe, ao
conceber que se vive, será que estava disposto ( a ) ?
Apenas decisões na trajetória fatos
consumados consumindo-se ao evento sentindo ao sabor do vento
Um sabor místico a areia nas ondas e a
tempestade premente promessas que só se vê no tempo fora do tempo
Dentro de um tempo que fala mais que as
palavras numa desordem magnifica, extenuando-se em suor e felicidade
Já se aproxima o tempo em que o silêncio
por si deixa teus olhos brilhantes e teu sorriso fala assim, me deixa louco
Por isto e por outras só eu vi, só você viu o
fato é o fator de contar em silêncio e falar aos ventos de estarmos assim
A possibilidade mora aqui ao lado agora é a
hora do vamos ver! Tá a fim mesmo? Num dia e no outro o sol raia
E esta bom à beira de um novo tempo cósmico
deturpado com dissimulação e poesia, travessuras e interpretação
Uma sequencia de eventos onde só assim é
possível ser feliz, ofereça então deleite-se e digladie-se
Com sua própria verdade e com sua própria
manipulação, quanto vale isso?
A suspeita de suspeitar de si mesmo, e passar deste topázio uma pérola de riqueza você
um simples você
Sem querer muito apenas o máximo, querendo
ultrapassar e ver que agora ser é mais que ser é criar
Seja bem vindo, boa sorte, pise no assoalho e
procure pelas águas, vêm me extasia e mostra-te
Atrapa então todos os mistérios que conhece! O
sentido oblíquo do teu sentimento!
Coragem para se ver, audácia pra se
falar só que sem palavras, vai ver a irmandade
Escondem-se detrás de pinheiros, mandam
cartas seladas e selam as bocas para que falem as mentes
Mentes grandes com conceitos centralizados,
para que você se entre sem se apegar ao tempo, sem se apegar a você mesmo
Sò isto te bastara para vencer esta prova,
nada de faixadas ou autarquias, mas com mãos firmes
A parte que te resta, o que te cabe, a hora
do vamo vê! De acordo com as senhas, de acordo com o símbolo
O principal: pode-se tirar um bom proveito
disto, provando da magia sedução em maças e sonhos
Num fato misturado de insights provados no
sonho aproximador, da tentação
A obstinação O intento Conclusão e Glória
Discordando ou não: é isso!
84 Trash Cash
O saci salpica pimenta! Pirata do asfalto!
Na terra em que a caixa registradora é o Trash
Cash
Habilidade tenaz que cola como a do sapateiro
Entre no meridiano setentrional! É
de zarpar! Aí se encontra o mistério!
Oculto como a sombra entre os sóis, e como a
luz da sombra
Eu vou falar o que vocês não querem ouvir e
vou ouvir o que vocês não querem falar!
Provocando os mais conservadores e
conservando os mais ousados!
Sujando as mãos para limpar a luz na selva
sem relva de concreto decreto!
Encontrando o admirável mundo novo:
Terra onde liberdade é patologia, guaraná é
refresco, informação é sigilo e autenticidade é loucura
A vantagem é navegar no inconcebível para
achar o concebível
O trambolho é de baluarte a comissão é de
frente
O que vier é lucro no tempo em que o peão
vira rei
85 A medida da arte
Na mesma
medida da arte, premente sofisticado, os Deuses urgem
Na mesma
intenção da vida, vigente setentrional, a alma clama
Digladiando
com tua verdade interna, externalizando o que já esta lá há 700 anos
Ando numa
trilha erma para descobrir o que esta numa forma curva
Piso num
solo frio para esquentar um giro incocebivel, e fazer do distante próximo
Faço do
amanhã o hoje, e ao perceber anotar o principal: esta é sua dança!
Faço do
alimento dos Deuses um alimento mundano, e de uma vida mundana algo Divino
O momento
único e incomun, falando no dialeto, concatenações do inferno ao paraíso
Na mesma
medida da arte, premente sofisticado, os Deuses solicitam
Que na tua elegância
esteja a força, que na tua palavra esteja o código: essa missão é sua
Quando então
compreendermos a medida da arte fluiremos na vida, liberando um mistério.
Seja um ou
seja o outro, a busca pela glória e poder, o gênio criador.
Como
desdenhar-se de si quando não se conhece?
Como pegar
três macãs sem alcançar?
Como abrir a
abóbora sem experimentar?
Como falar
sem saber?
As respostas
virão no trajeto, o trajeto virá segundo as respostas!
Na visão
única de frente pra frente, entrando no maior embate: o embate com a tua
verdade!
Aqui é o
lugar onde se joga bilhar usando cartas, cartas usando dados, e roleplay usando
tacos!
Momentaneamente
apoplético pela intrusão de um novo conceito
Momentaneamente a imprecatez fez efeito, yo yo no Bank, e
facetas consideradas
Pela única
pálpebra fechada de uma mente sábia enfática e exaltada
Num momento
onde o novo alter se pré dispõe, a mentira mais verdadeira
E a verdade
mais contextada, no preto do branco, no branco do preto
Obstinação
de uma perversão mental, iniciados sempre questionam!
Adeptos não
aceitam a resposta senão criam-na e assim passam a compactuar!
A menor das
provocações por vezes têm a maior das repercuções!
Como a
percursão de uma escola de samba, um malandro pródigo
Um diálogo
louco e corroborado, alguns detalhes indexados
Alguns
comentários incorporados e algo que você jamais viu!
Na mesma
medida da arte, premente sofisticado, os Deuses urgem
Obra Divina
ações mundanas. E aí? Topa essa? E agora?
A maior das
comprovações por vezes têm a satisfação sagrada
Uma
comprovação satisfatória de uma satisfação assanhada num tom de zombaria!
Fazendo a
atividade à finco com a mesma mentalidade de uma interpretação notória
Onde o que
se espera não é o resultado em si, mas sim os aplausos do público
E o resultado
em si qual é? Será o ato em si? Ou a repercução do ato?
Podem rir às
favas então pois a brincadeira é séria, e você difícilmente saberá se estou
brincando ou falando sério, pois eu inverto o código em um decaedro de tempo!
De fato
“bagulho é doido”, mas a chapa é quente meu chapa, o segredo se mantêm
O aplauso do
público ou a resultante do ato? O que você prefere?
Faça suas
escolhas, esteja apto, seja contundente, faça por ser, mas nem sempre faça o
esperado.
Pois alguns
sabem verdadeiramente ou façeiramente o que agrada a ponto de interrogação a
rir aos prantos e chorar de rir, decisões delirantes de um louco de ciência e
método, onde a maior estratégia aqui é trocar a ordem das coisas, atrelando uma
subvenção integrada nas línguas que estalam à gargalhas contundentemente, seja
mais um, seja bem vindo e esteja sempre atento, pois neste jogo o que vale é
mandar no destino para fazer a chuva.
Umas
palavras meio estranhas para sentimentos nunca antes sentidos, numa lógicas de
coerência profana, mantenha atento às ogivas pois elas são maravilhosas.
Um boomerang
lembra-se? Três dos seus delírios mais verdadeiros, e quatro das suas ações
mais mundanas
Na mesma
medida da arte, premente sofisticado, os Deuses urgem
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