71 Garrafa de bruxo
Garrafa de bruxo estrela
wicca sete adagas e uma vassoura
Fala rosnando e rosna olhando
fixamente ápice animal
A carta escolhida vale mais que
coringa a palavra ideal é um blefe
Malicia nos olhos passos cômicos
dentro de olhares afiados
Dentes à mostra a garrafa é a
frente de comando
Estrela wicca bruxaria pura de
três em um sete vou ser você ao contrário
Neste dia tudo vai parar por um
instante e você perceberá que se se auto ver verá o outro em você
E a garrafa canta solta estala a
língua de quando em vez farfalha a folha
E fala o olho que viu a malícia e
manipula as ampolas de veneno pétalas de aranha e patas de fogo anda o
andarilho e fala ao que você chamou ao contrario espelhado novamente eu te vi
pelo espelho
Se de um lado à outro olhar e uma
coisa só falar eu te dou o don se não souber então por voltar
Encarar aceitar manipular uma marca
idelével subverção momentânea a tocha e o passo a hora e o laço
Anda quando em lá fala quando em
vez a real crua e a interpretação poética
Vem pra cá agora isto custa caro
Este é o chamado
Acionando brincando fazendo
falando um discurso hilário sobre uma coisa séria
O que o corpo faz a boca não
segue
O que você comeu seus olhos
seguem
Pode ser este o jogo?
para Uma desconfiança óbvia uma
atitude não óbvia!
Para a sua surpresa uma
avergiguação
Enquanto isto veja minhas mãos
A xarada designa-se com intenção
voto e fé
O mistério se apresenta com
pretensão missão e ação
O pressuposto se explica sem
explicação
Avançe mais e vá mais fundo
Fale menos e faça mais
Pois quanto mais você faz mais eu
vejo
E quanto mais eu vejo mais você
faz
Como num desenho animado como
numa história enredada
Como blefar um street flash
Como ir a a esquina
Como ser você sem ser você
É assim que se sente quando se
entra na estrela wicca
Bem vindo ao coliseu um circo
enredado onde o veneno de olhares fala solto à palhaços
Que com apenas um malabarismo
respondem comicamente concomitantemente
Porque a brincadeira aqui: é
coisa séria!
72 Arlequim
Inteligente Atrevido e Sagaz
A ironia que revela a palhaçada
que entretên
A resposta tão aguardada a
surpresa tão respondona
Malícia introjetada em cada guizo
artimanhas implícita em movimentos sinuosos
Certa dose de
curiosidade de um momento patético hilário e verdadeiro
Certa dose de
maldade de um momento profético cômico e real
Alguma dose de malícia num
momento preferido insinuante e materialista
Alguma dose de tempero num
momento saboroso provocante e intrigante
Toda a convicção que cabe numa
gargalhada toda sinceridade que cabe na ironia da vida
Toda força de vontade que cabe em
parar para mover e em mover para parar
Entendendo que depois de um gole
vêm outro gole e que é pra rir para não chorar
O preço imposto à você e o preço
que você criou
Ganância e inveja dentro de almas
ansiosas e desbaratinadas
Abelhudos averiguam bisbilhotam
sem parar
Enquanto o mal se dissemina à
rodo num tacho de barro com veneno
Basta até seu cruzeiro falar ao
farfalhar da nuvem ver num sentimento de rua pisar
Basta numa légua de trégua
entender que sua já bandeira mostrar
Roubando uma das maiores causas e
ganhando toda a bola
Ser fazer entender mostrar quatro
dicas com cinco é olhar
O julgamento se perde dentro de
uma falácia e a piada se mantêm
Num nível à la "Charles
Dickens" numa brava dedicatória
Nós somos a conspiração a
intrigante oposição
Somos um navio preparado para
zarpar
Talvez uma ova talvez um ovo eu
sou a solução
Uma solução de produtos
importados em um frasco forte
Uma convicção de vontades e
sentimentos misturados num império
Dentro de um vidro espelhos me
rodeiam ora estou num ora noutro
Eu sou o semblante sorridente e
malicioso aguarde e verá
Não tome nota de nada mas também
não se esqueça para não se arrepender
Tome apenas a solução que esta no
frasco onde o que o império fala
A espada faz com o consentimento
autor de uma autarquia de esquerda no semblante sorridente
Onde se esconde o frasco onde se
embebe a solução eu sou
Somos uma bandeira preparada para
hastear e um mar preparado para ventar
Somos o chão do mar onde não se
pisa mas onde se vislumbra a volúpia
Somos você, você e eu, o mistério
incauto o sorridente preparo do que já foi
A irônica lembrança do que será
de curto médio em altas ondas pra surfar. E ai?
Somos a pergunta sem resposta e a
resposta sem pergunta: a charada
Se quer desvendar apenas sinta se
quer sentir desvende
Se quer falar apenas escute se
quer escutar fale
Já é a sétima vez que eu achava
isso e foi assim que eu achei
Só por achar pôde encontrar sem
pirar apenas ascendendo uma pira
Uma pitada de pimenta na receita
e vai mais uma agitada ventania
Ecoando nos mares as ideias de
piratas que rondam as mentes
Transgredindo as normas ocultadas
e ocultando as estabelecidas
Transformando o que era
para o que é, algo em tempo real.
Se prepare então para o melhor
sintonize numa frequência jamais vivenciada
E nem pare para perguntar
pergunte sem parar
Numa mão três bolas na outra três
calos
O sapato parece querer andar
sozinho
O caminho se aparece pra ser
andado em boa companhia
Cuidado com o salto pois um só
basta para dar bosta
Salte pois com elegância e
ganância
Chegue então ao outro lado
Morda a moeda para conferir: ouro
e prata
O brinde é um souvenir a
lembrancinha é a lembrança de sua vida
E o festin é a abundância em que
os desbaratinados somos nós
Vale a pena! Entre e conjecture
sente e sinta-se untado de barganhas
73 Grandi
Nota-se com obscura clareza que a
punga é a malícia
Vê-se com intrínseca percepção
que a ironia antecipa-se à lei
Na mesma medida em que a farsa é
mais forte que a força
Aqui a gente forja a farda preferida pra
interpretar e interpelar
Assim é que nosso próprio fardo não passa da
ironia de uma poesia
Que se quiser será assim e nem um time nem
outro, o nosso time
Um pratão cheio aos espertos a
extravagância na medida certa
A inversão da urucubaca a
intenção do blefe três ou dois? Topa essa?
Topou com uma verdade mal inventada
e inventou uma farsa bem resultante
Se o bem e o mal não são nem
Jesus nem Maquiavel esteja apenas atento
Infelizmente é assim os
escoteiros já sabem ao construir e ao derrubar rir é o mais prazeroso
E rir às favaz de uma verdade
mentirosa pode ser o mais eficaz sente-se sinta-se veja-se pense-se
Ousa? Ora se é assim cai pra
dentro mas caia sempre em pé marque em cima e faça a cesta
Feito isto passa-se
de level um game sem vídeo uma paixão pela vida um apego ao mais real
E se topou chegar até aqui vá mais
adiante e encontre uma mente menos sã mas mais sagaz
O espirito menos barulhento e
mais mordaz a alma menos espalhafatosa e mais contundente: o arlequim
Assertividade de um ideal o
gigante aqui têm poder político e aparece quando quer
(...) é como a sombra
que você jamais viu, o dia que olhar: veja uma sombra
A sua própria sombra, e o nome
dele é Grandi
Para o maior opróbrio a menor
atenção para a maior reciprocidade a maior consideração
De um lado ao outro de fora para
fora de dentro numa dimensão desconhecida à alguns
Fala da faixa na venha pra
rixa sem bichar faça suas fichas sem para isto olhar
Não a reação mas uma nova ação se
for agora será senão a sujeira faz parte
O preço é esse: aqui o
pirata não têm perna de pau mas sim cara
Aqui os irmãos fazem a irmandade
e o resultado do ritual é o que você vê
Ativismo ativado sativa sua mente
a café para a razão manipule-se para manipular o mundo
Os olhos do pirata ora se abre um
e outro coberto, ou escolha:
74 O coiote e a
tequila
Enquanto eles pensam em caluniar
nós provocamos o boicote
Enquanto eles cogitam usurpar
nós desobedecemos as ordens
Um olho no peixe e outro no
gato o underground proativo
A teoria que poucos conhecem
sobre o verdadeiro poder
Incauto entre as brechas das
matas sob a terra e sobre as árvores
Flutuando num lago como aranha
que pisa na água ou seres que não falam
Mas que reinam sobre suas
jurisdições, marcas territoriais de lembranças atuais
O coiote
tequila sem
tolices ou rabugices punga em tramites oraculares
Incauto entre brejos injetando
grana nas atas sob arbustos O coiote e a tequila
Trama tramites subliminarmente
numa ardilosa jogada coisa sórdida dentes afiados
Subversão a sua própria versão
subentendido a manobra na noitada
75 Marimbondo
Entre rumos e seitas entre sumos
e veias
Rios calmos para cachoeiras
poderosas
Faiscas priorizam os sonhos mais
caldalosos
Premente e furtivo vigoroso e
maleável
Como uma sombra na noite como o
fogo cuspido
Anterior e posterior em cima e em
baixo
Marimbondo vê a Glória da manhã
Abelhudos tentam se inxerir
Lagartos fugazes percaussos
fortes
O parafuso que faltava na
obra funcional
Passando pelas brechas achando o
néctar
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