Wednesday, May 15, 2024

de 71 à 75

 71 Garrafa de bruxo

 

 Garrafa de bruxo estrela wicca sete adagas e uma vassoura

Fala rosnando e rosna olhando fixamente ápice animal

A carta escolhida vale mais que coringa a palavra ideal é um blefe

Malicia nos olhos passos cômicos dentro de olhares afiados

Dentes à mostra a garrafa é a frente de comando

Estrela wicca bruxaria pura de três em um sete vou ser você ao contrário

Neste dia tudo vai parar por um instante e você perceberá que se se auto ver verá o outro em você

E a garrafa canta solta estala a língua de quando em vez farfalha a folha

E fala o olho que viu a malícia e manipula as ampolas de veneno pétalas de aranha e patas de fogo anda o andarilho e fala ao que você chamou ao contrario espelhado novamente eu te vi pelo espelho

Se de um lado à outro olhar e uma coisa só falar eu te dou o don se não souber então por voltar

Encarar aceitar manipular uma marca idelével subverção momentânea a tocha e o passo a hora e o laço

Anda quando em lá fala quando em vez a real crua e a interpretação poética

Vem pra cá agora isto custa caro

Este é o chamado

Acionando brincando fazendo falando um discurso hilário sobre uma coisa séria

O que o corpo faz a boca não segue

O que você comeu seus olhos seguem

Pode ser este o jogo?

para Uma desconfiança óbvia uma atitude não óbvia!

 Para a sua surpresa uma avergiguação

Enquanto isto veja minhas mãos

A xarada designa-se com intenção voto e fé

O mistério se apresenta com pretensão missão e ação

O pressuposto se explica sem explicação

Avançe mais e vá mais fundo

Fale menos e faça mais

Pois quanto mais você faz mais eu vejo

E quanto mais eu vejo mais você faz

Como num desenho animado como numa história enredada

Como blefar um street flash

Como ir a a esquina

Como ser você sem ser você

É assim que se sente quando se entra na estrela wicca

Bem vindo ao coliseu um circo enredado onde o veneno de olhares fala solto à palhaços

Que com apenas um malabarismo respondem comicamente concomitantemente

Porque a brincadeira aqui: é coisa séria!

 

 

 

 

 

72 Arlequim

 

Inteligente Atrevido e Sagaz

A ironia que revela a palhaçada que entretên

A resposta tão aguardada a surpresa tão respondona

Malícia introjetada em cada guizo artimanhas implícita em movimentos sinuosos

Certa dose de curiosidade de um momento patético hilário e verdadeiro

Certa dose de maldade de um momento profético cômico e real

Alguma dose de malícia num momento preferido insinuante e materialista

Alguma dose de tempero num momento saboroso provocante e intrigante

Toda a convicção que cabe numa gargalhada toda sinceridade que cabe na ironia da vida

Toda força de vontade que cabe em parar para mover e em mover para parar

Entendendo que depois de um gole vêm outro gole e que é pra rir para não chorar

O preço imposto à você e o preço que você criou

Ganância e inveja dentro de almas ansiosas e desbaratinadas

Abelhudos averiguam bisbilhotam sem parar

Enquanto o mal se dissemina à rodo num tacho de barro com veneno

Basta até seu cruzeiro falar ao farfalhar da nuvem ver num sentimento de rua pisar

Basta numa légua de trégua entender que sua já bandeira mostrar

Roubando uma das maiores causas e ganhando toda a bola

Ser fazer entender mostrar quatro dicas com cinco é olhar

O julgamento se perde dentro de uma falácia e a piada se mantêm

Num nível à la "Charles Dickens" numa brava dedicatória

Nós somos a conspiração a intrigante oposição

Somos um navio preparado para zarpar

Talvez uma ova talvez um ovo eu sou a solução

Uma solução de produtos importados em um frasco forte

Uma convicção de vontades e sentimentos misturados num império

Dentro de um vidro espelhos me rodeiam ora estou num ora noutro

Eu sou o semblante sorridente e malicioso aguarde e verá

Não tome nota de nada mas também não se esqueça para não se arrepender

Tome apenas a solução que esta no frasco onde o que o império fala

A espada faz com o consentimento autor de uma autarquia de esquerda no semblante sorridente

Onde se esconde o frasco onde se embebe a solução eu sou

Somos uma bandeira preparada para hastear e um mar preparado para ventar

Somos o chão do mar onde não se pisa mas onde se vislumbra a volúpia

Somos você, você e eu, o mistério incauto o sorridente preparo do que já foi

A irônica lembrança do que será de curto médio em altas ondas pra surfar. E ai?

Somos a pergunta sem resposta e a resposta sem pergunta: a charada

Se quer desvendar apenas sinta se quer sentir desvende

Se quer falar apenas escute se quer escutar fale

Já é a sétima vez que eu achava isso e foi assim que eu achei

Só por achar pôde encontrar sem pirar apenas ascendendo uma pira

Uma pitada de pimenta na receita e vai mais uma agitada ventania

Ecoando nos mares as ideias de piratas que rondam as mentes

Transgredindo as normas ocultadas e ocultando as estabelecidas

Transformando  o que era para o que é, algo em tempo real.

Se prepare então para o melhor sintonize numa frequência jamais vivenciada

E nem pare para perguntar pergunte sem parar

Numa mão três bolas na outra três calos

O sapato parece querer andar sozinho

O caminho se aparece pra ser andado em boa companhia

Cuidado com o salto pois um só basta para dar bosta

Salte pois com elegância e ganância

Chegue então ao outro lado

Morda a moeda para conferir: ouro e prata

O brinde é um souvenir a lembrancinha é a lembrança de sua vida

E o festin é a abundância em que os desbaratinados somos nós

Vale a pena! Entre e conjecture sente e sinta-se untado de barganhas

 

 

73 Grandi

 

Nota-se com obscura clareza que a punga é a malícia

Vê-se com intrínseca percepção que a ironia antecipa-se à lei

Na mesma medida em que a farsa é mais forte que a força

Aqui a gente forja a farda preferida pra interpretar e interpelar

Assim é que nosso próprio fardo não passa da ironia de uma poesia

Que se quiser será assim e nem um time nem outro, o nosso time

Um pratão cheio aos espertos a extravagância na medida certa

A inversão da urucubaca a intenção do blefe três ou dois? Topa essa?

Topou com uma verdade mal inventada e inventou uma farsa bem resultante

Se o bem e o mal não são nem Jesus nem Maquiavel esteja apenas atento

Infelizmente é assim os escoteiros já sabem ao construir e ao derrubar rir é o mais prazeroso

E rir às favaz de uma verdade mentirosa pode ser o mais eficaz sente-se sinta-se veja-se pense-se

Ousa? Ora se é assim cai pra dentro mas caia sempre em pé marque em cima e faça a cesta

  Feito isto passa-se de level um game sem vídeo uma paixão pela vida um apego ao mais real

E se topou chegar até aqui vá mais adiante e encontre uma mente menos sã mas mais sagaz

O espirito menos barulhento e mais mordaz a alma menos espalhafatosa e mais contundente: o arlequim

Assertividade de um ideal o gigante aqui têm poder político e aparece quando quer

 (...)  é como a sombra que você jamais viu, o dia que olhar: veja uma sombra

A sua própria sombra, e o nome dele é Grandi

Para o maior opróbrio a menor atenção para a maior reciprocidade a maior consideração

De um lado ao outro de fora para fora de dentro numa dimensão desconhecida à alguns

Fala da faixa na venha pra rixa sem bichar faça suas fichas sem para isto olhar

Não a reação mas uma nova ação se for agora será senão a sujeira faz parte

 O preço é esse: aqui o pirata não têm perna de pau mas sim cara

Aqui os irmãos fazem a irmandade e o resultado do ritual é o que você vê

Ativismo ativado sativa sua mente a café para a razão manipule-se para manipular o mundo

Os olhos do pirata ora se abre um e outro coberto, ou escolha:

 

 

74 O coiote e a tequila

 

 Enquanto eles pensam em caluniar nós provocamos o boicote

Enquanto eles cogitam usurpar nós desobedecemos as ordens

 Um olho no peixe e outro no gato o underground proativo

A teoria que poucos conhecem sobre o verdadeiro poder

Incauto entre as brechas das matas sob a terra e sobre as árvores

Flutuando num lago como aranha que pisa na água ou seres que não falam

Mas que reinam sobre suas jurisdições, marcas territoriais de lembranças atuais

O coiote  tequila sem tolices ou rabugices punga em tramites oraculares

Incauto entre brejos injetando grana nas atas sob arbustos O coiote e a tequila

Trama tramites subliminarmente numa ardilosa jogada coisa sórdida dentes afiados

Subversão a sua própria versão subentendido a manobra na noitada

 

 

 

75 Marimbondo

 

Entre rumos e seitas entre sumos e veias

Rios calmos para cachoeiras poderosas

Faiscas priorizam os sonhos mais caldalosos

Premente e furtivo vigoroso e maleável

Como uma sombra na noite como o fogo cuspido

Anterior e posterior em cima e em baixo

Marimbondo vê a Glória da manhã

Abelhudos tentam se inxerir

Lagartos fugazes percaussos fortes

O parafuso que faltava na obra funcional

Passando pelas brechas achando o néctar

Faiscas polarizam o mistério rapidamente

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